Como agência oferece suporte técnico sem ter TI próprio
Agência de marketing oferecendo suporte técnico sem TI próprio é possível com o modelo certo. Veja como estruturar, precificar e entregar sem expor o parceiro.
Checklist de campanha de email marketing existe para evitar o erro mais caro desse canal: disparar para uma lista inteira e descobrir depois que os emails foram parar em spam. Não tem como recuperar a reputação de um disparo ruim com o mesmo volume. A conta da negligência técnica chega devagar, mas chega.
Esse checklist cobre o que verificar antes de acionar qualquer campanha, na ordem certa, para um cliente novo ou para um domínio que ficou parado por algum tempo. Se o problema de email já existe e você quer entender a causa raiz, veja também por que o email corporativo cai no spam e o que acontece quando o time de vendas tem o email mal configurado.
Antes de qualquer disparo, confirme que o domínio do remetente tem os três registros de autenticação configurados corretamente no DNS.
O SPF precisa listar o servidor de envio da plataforma de email marketing que vai ser usada. Se o cliente usa RD Station, Mailchimp, ActiveCampaign ou qualquer outra ferramenta, o IP dessa ferramenta precisa estar autorizado no SPF do domínio. Um SPF desatualizado, que lista um servidor antigo mas não o atual, é o erro mais comum nesse ponto.
O DKIM precisa estar publicado no DNS com a chave fornecida pela plataforma de disparo. Cada ferramenta de email marketing tem sua própria chave DKIM que precisa ser adicionada ao DNS do domínio do cliente antes do primeiro disparo. Sem isso, a mensagem chega sem assinatura de autenticidade.
O DMARC precisa existir, pelo menos com política p=none, para que os provedores de email dos destinatários reconheçam que o domínio tem governança sobre o envio. Sem DMARC, o domínio fica mais vulnerável a spam scoring alto.
Ferramenta para verificar os três: MXToolbox em mxtoolbox.com. Resultado em menos de 30 segundos, sem custo.
Um domínio com histórico de envio ruim pode estar listado em blacklists que filtros de spam consultam antes de aceitar o email. Isso acontece com domínios que tiveram bounce alto, que foram usados para spam ou que estão associados a IPs comprometidos.
Verifique em MXToolbox Blacklist Check ou MultiRBL. Se o domínio aparecer listado em alguma blacklist relevante, o disparo vai falhar independentemente de qualquer outra configuração estar correta. A remoção da blacklist precisa ser feita antes do disparo, e leva de horas a dias dependendo do provedor.
Essa verificação é especialmente importante em clientes que nunca fizeram email marketing antes ou que tiveram alguém gerenciando o email de forma não profissional.
Se a plataforma de email marketing usa IP compartilhado, outros usuários da mesma plataforma podem ter comprometido a reputação daquele IP. Verifique se o IP de envio da plataforma está limpo usando a mesma ferramenta de blacklist, inserindo o IP em vez do domínio.
Plataformas maiores costumam ter reputação bem gerenciada nos IPs compartilhados, mas em provedores menores o risco é real. Para campanhas de maior volume ou para clientes mais sensíveis, vale avaliar o uso de IP dedicado dentro da plataforma.
Lista com endereços inválidos gera bounce alto. Bounce alto queima reputação. Uma lista que não passa por higienização periódica acumula três tipos de problema: endereços com erro de digitação (typo), endereços desativados de pessoas que mudaram de empresa, e endereços que passaram a rejeitar automaticamente.
Antes de disparar para uma lista que não foi usada nos últimos 90 dias ou que veio de uma fonte não controlada, passe por uma ferramenta de validação de email como ZeroBounce, NeverBounce ou Hunter. Retire todos os endereços inválidos antes do disparo.
Taxa de bounce aceitável: abaixo de 2% de hard bounce. Acima disso, a reputação do domínio começa a ser afetada na maioria dos provedores.
Confirme que a plataforma de email marketing está autenticada no domínio do cliente, não só configurada com o email do cliente. Existem dois níveis de configuração que precisam estar corretos:
O primeiro é o remetente: o email de saída deve usar o domínio do cliente (@empresadocliente.com.br), não um domínio genérico da plataforma.
O segundo é a autenticação: a chave DKIM da plataforma precisa estar publicada no DNS do domínio do cliente, e o SPF precisa incluir o servidor da plataforma como autorizado. Isso é diferente de simplesmente colocar o email do cliente como remetente dentro da plataforma.
Muitas agências completam o primeiro passo e pulam o segundo. O email vai, mas vai sem autenticação completa.
Mande um email de teste para endereços pessoais em Gmail, Outlook e Yahoo. Confirme em qual pasta chegou: caixa de entrada ou spam. Se chegou no spam em qualquer um dos três provedores, pare e investigue antes de continuar.
Ferramentas como Mail-Tester em mail-tester.com fazem uma análise completa de uma mensagem de teste e mostram o score de entregabilidade com diagnóstico de cada problema encontrado. É o diagnóstico mais completo disponível de forma gratuita antes de qualquer disparo.
Antes do disparo, confirme que os links de rastreamento da plataforma estão funcionando e que as UTMs estão corretas. Um disparo com UTMs erradas gera dado quebrado no analytics que vai comprometer qualquer análise posterior da campanha.
Se a campanha tem landing page, confirme que a página está no ar, que o formulário está enviando corretamente e que o evento de conversão está disparando no GA4. Mandar tráfego para uma página com formulário quebrado é o tipo de erro que só aparece no relatório de conversão zero uma semana depois.
Se algum item desse checklist revelar problema que você não tem acesso técnico para resolver, como configurar DNS ou corrigir autenticação no domínio do cliente, o suporte de TI para pequenas empresas resolve essa camada antes do disparo. A implantação do Google Workspace estrutura o email corporativo do cliente de forma completa, incluindo autenticação e rastreamento, para campanhas futuras rodarem sem esse risco.
Com que frequência esse checklist precisa ser repetido? Para clientes com campanhas regulares, verifique autenticação e blacklist a cada 90 dias. Antes de qualquer campanha para um cliente novo ou retomada após período sem envio, repita o checklist completo. Reputação de domínio muda com o tempo, especialmente se o cliente usa o email corporativo de formas que você não controla.
Preciso verificar tudo isso para um disparo pequeno, de 200 contatos? Sim. Volume pequeno não protege de blacklist ou de problema de autenticação. O que volume pequeno faz é limitar o dano se algo der errado: o bounce de 200 emails afeta menos a reputação do que o bounce de 20.000. Mas os mesmos filtros se aplicam.
A plataforma de email marketing avisa quando o disparo foi para spam? Nem sempre. Algumas plataformas mostram taxa de entrega, mas não distinguem “entregue na caixa de entrada” de “entregue no spam”. A única forma de confirmar a entregabilidade real é o disparo de teste antes do envio principal, verificando manualmente onde chegou nos provedores mais usados.